A economia cabo-verdiana subdivide-se em três sectores de actividade, o sector primário, particularmente a agricultura, o secundário, sobretudo construção e o terciário, onde se destacam os subsectores do turismo, dos transportes, da banca e seguros. O forte crescimento económico registado em Cabo Verde, no decurso da última década, modificou profundamente a sua estrutura económica, consagrando a hegemonia do sector dos serviços e perda de importância em termos valor acrescentado do sector primário, em particular a agricultura. Recentemente, o sector terciário conheceu o crescimento mais forte. O sector secundário é dominado pelo subsector da construção que representa cerca de 29,4% do PIB. Apesar de fundamental na criação da base produtiva do país, o crescimento do sector industrial continua largamente condicionado pela necessidade de importação de matérias-primas.
Sector Primário
O sector primário foi progressivamente perdendo peso na economia na medida em que a adversidade das condições climatéricas locais não permite que os rendimentos agrícolas sejam significativos o que associado ao nível de tecnologia incipiente, não propicia ganhos de produtividade relevante. A posição geográfica do arquipélago, no prolongamento da região sahelina, marcada por períodos de seca prolongada e pluviosidade muito irregular, estão na origem da prática de uma agricultura de subsistência. Dados do Instituto Nacional de Estatísticas apontam para uma quebra de 9% para 6%, no período 1999 a 2006, atribuída a sucessivos maus anos agrícolas. A semelhança do que se verifica com o sector das pescas, peso da agricultura no PIB em 2006 (4,8%), mantém-se praticamente inalterado comparativamente a 2005 (5,2%). O sector da pesca, apesar das indústrias de transformação de pescado têm experimentado algum desenvolvimento com a instalação de algumas unidades industriais no Mindelo, representa ainda uma parte modesta no PIB (2%).
Sector Secundário
O crescimento do sector secundário, representando 17,6% do PIB em 2006, tem sido liderado pelo forte dinamismo da construção e pela retoma do sector da indústria que cresce actualmente ao mesmo ritmo que o PIB nominal. Após um período caracterizado por alguma flutuação, o peso da construção no PIB ascende a 18%, em 2006, apresentando fortes perspectivas de crescimento a julgar pela evolução positiva do nível de importações de material de construção (nomeadamente cimento, ferro, aço e outros materiais). O sector da Indústria, por seu turno representa em 2006 cerca de 7% do PIB.
Sector Terciário
O sector terciário ocupa actualmente um papel de destaque na estrutura económica do país, impulsionado sobretudo pelo forte desempenho do sector dos serviços, que cresce a taxas superiores às do PIB. O sector dos serviços tem sido o que mais tem contribuído para o crescimento da economia nacional, consolidando o seu peso em termos do PIB em torno dos 70,65%. O crescimento da actividade do sector dos serviços tem sido largamente determinado pelo forte dinamismo do subsector do turismo aliado à evolução favorável dos transportes, da banca e dos seguros. O sector terciário assume importância capital na geração do emprego tendo em conta que grande parte da população activa encontra-se neste sector população, apresentando também maior propensão à atracção de investimentos privados. É no sector terciário, representativo de 69% do PIB, que se concentram vantagens comparativas que mais facilmente poderão ser transformadas em vantagens competitivas.